A Escola Criativa Idade localiza-se em Poços de Caldas no sul de Minas Gerais. Destaca-se na cidade por seu projeto único de educação fundamentado no pensamento construtivista. Desafia e instiga a criança a construir seu conhecimento. A escola não só ensina os conteúdos básicos de educação infantil e ensino fundamental como também insere os alunos em uma ação social que já lhe conferiu, pela quarta vez, o título de ESCOLA SOLIDÁRIA pelo Instituto Faça Parte/ MEC/ UNICEF.
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quarta-feira, 26 de março de 2014

1ª Mostra de Artes da Criativa Idade


Na última semana, a primeira Mostra de Artes da Criativa Idade recebeu as obras da artista plástica e educadora Tetê Nassif. A exposição marcou a decoração do pátio da escola, e foi vivenciada pelos alunos durante o recreio e nas passagens pelo local. Os pais também puderam visitar, ampliando assim o conceito da arte com um público intergeracional. 


A autora conta que ao produzir, tem um diálogo com coisas indizíveis que moram dentro dela própria e que também tenta espandir isso para sua sensibilidade com os alunos da escola. 

Tetê Nassif
(foto de Bruno Alves)
“Quando penso em meus alunos, sempre procuro ver o que tem em suas produções que eles não conseguem dizer com palavras. Que eles possam usar desta linguagem como expressão legítima de seus pensamentos, desejos e sentimentos”, conta Tetê, que também integra o corpo docente da Criativa Idade. E completa: “indizíveis com palavras, mas diziveis com a arte.”

A Criativa Idade tem em sua diretriz pedagógica diversas práticas em que a arte está nas mãos e na interpretação livre dos alunos, a fim de fazer dessa uma área do conhecimento que se sobressai principalmente como ferramenta. 

“Na escola, o papel da arte é fazer dela uma linguagem de domínio das crianças que tem dificuldades em utilizar de outras ferramentas para se expressar”, complementa a arte-educadora.

A Mostra de Arte é uma das ações que contemplam os 25 anos da Criativa Idade, comemoração que ainda percorrerá um clico de atividades durante todo o ano. 

Confira as fotos da exposição:






quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A cultura nordestina a partir do Maracatu

Por Pâmela Saraiva


O Brasil é formado por uma grande variedade de povos e culturas, que caracterizam uma sociedade.

A pluralidade cultural é um dos temas propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN/ MEC), e o desafio desta proposta é o de respeito aos diferentes grupos e culturas que compõe o mosaico étnico brasileiro, para formar cidadãos que sejam capazes de sentir-se orgulhosos com o próprio patrimônio cultural, e que sejam defensores de um mundo que respeite as diferenças. 

O estudo da cultura popular, segundo Megale 2011, é relativamente recente, entretanto é a cultura mais antiga da humanidade, mais velha do que a história, pois antes mesmo que a ciência histórica existisse já havia os mitos, as lendas e os artesanatos eram transmitidos através das gerações desde os remotos tempos pré-históricos, principalmente por via oral.
Essa cultura transmitida através de gerações continua viva na Criativa Idade. Ela acontece durante as rodas com avós, os projetos com lendas, brincadeiras, “causos”, literatura de cordel, mamulengos, crendices e superstições.

O projeto sobre o Maracatu - um ritmo trazido pelos escravos a mais de 400 anos, para a região do nordeste, desenvolveu-se a partir do livro “Maracatu – a festa em cordel”, proporcionando aos alunos do 3º período uma apropriação dessa cultura, trazendo um pouco da história e do significado dos seus integrantes. Conhecemos alguns instrumentos, origens, músicas e roupas. Fizemos um “Intercâmbio” com a professora Tetê Nassif que participa do grupo Maracatu Congo de Ouro, em Poços de Caldas, aprendendo um pouco sobre as batidas no tambor e a tocar o xequerê (instrumento que ajuda a ritmar as músicas).

As crianças vivenciaram a Cultura Popular Nordestina, conheceram e saborearam alguns alimentos desconhecidos, brincadeiras e estudaram algumas lendas regionais.

Proporcionamos às crianças uma rica vivência cultural. Trabalhamos noções rítmicas, ampliamos o repertório musical do grupo, introduzimos trabalhos artísticos com modelagem e atividades com colagens e desenhos. Foi um projeto envolvente e gratificante, corroborando para o estudo da diversidade cultural existente em nosso país. Com isso, atingimos o principal objetivo: respeitar a pluralidade cultural.





Referências bibliográficas

MEGALE, Nilza Botelho. Folclore Brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2011.
PCN- Pluralidade cultural e PCN de história. Disponível em: www.portal.mec.gov.br. Acesso em: 15 out. 2013.